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Há uma selva lá fora...

Um blogue sobre a selva: observações e comentários de um tipo.

15
Abr16

Balanços

Há diversos balanços a fazer quando o ano letivo se está a aproximar do fim: há balanços de coisas que se perdem e que se ganham, de coisas que se experimentam e nos arrependemo-nos e de coisas que não nos arrependemos de todo de ter feito, criado e magicado. 

A minha atividade de televisão resume-se à UTAD TV, uma escola dentro da universidade. São já alguns os profissionais que começaram com o "bicho da televisão" nesta estação que (ainda) só emite na internet!

Este foi o semestre em que saí de pivô do Jornal Universitário, um dos principais programas da UTAD TV. Foi uma experiência única ao longo de um ano letivo e meio : estar em direto é sempre uma adrenalina.

Ser pivô significa que temos uma responsabilidade acrescida de mostrar o trabalho dos nossos colegas, mesmo que seja sobre o Anselmo Ralph, de uma conferência sobre doenças em ovinos e caprinos da região altoduriense ou seja da autoria de pessoas com as quais não temos a melhor simpatia: o nosso trabalho é estar em frente às câmaras e ser o mais isentos possível em relação ao tema que estamos a abordar. Entrevistar reitor, vice-reitores, administradores e comunidade estudantil em geral em direto para todo o mundo é bom. Aliás, é muito bom!

No entanto, sempre tive a noção que ser pivô não é um posto! Não posso exigir nada de ninguém quando me dão uma oportunidade de aprender! Apesar de pagar propinas, a UTAD TV é para quem quer aprender mais e isso é uma oportunidade. No inicio do segundo semestre, a diretora de informação achou por bem colocar-me num programa bem diferente daquilo que fiz até esse momento na estação: o "Emprego & Empreendedorismo". 

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Vi duas emissões do semestre anterior para perceber que "Não: eu não quero ver isto! ". 

O E&E era aquele programa que era feito só porque sim: como se de uma obrigação se tratasse, sem alma, com frases feitas, e em que havia a cobertura de palestras e pouco mais. Não quero, de todo, menosprezar o trabalho feito pelos técnicos e pelos alunos. No entanto, exigia-se mais de um magazine que sobre uma realidade tão má para nós, recém-licenciados: o Emprego. Eu próprio exigia mais deste programa. 

Uma semana antes do primeiro programa ir para o ar, conheci então a minha parceira de trabalho: aluna de 3º ano, a Cristiana Macedo revelou-se alguém pronta a embarcar numa aventura de transformar o "Emprego" num magazine que as pessoas vissem e dissessem "Olha: até que não está mal!". Ela podia ter dito: "Não: já existe uma estrutura. Porque raio vamos remodelar tudo?". Mas não: após lhe falar das minhas ideias e ela das dela, pusemos mãos à obra. A nossa coordenadora, a Helena Margarida, disse apenas: "Eu confio em vós!", a Ana Daniela Lopes tratou do grafismo. E nós (eu e a Cristiana) tratamos do programa em si: planeamento, gravação e montagem. 

Objetivo cumprido: conseguimos tornar o E&E num magazine útil com agenda, ofertas de emprego e tirámos as reportagens de palestras para as transformar em breves e extras para o canal no MEO e no Youtube. 

E no final, eu e a Cristiana já nos chamamos de "parceiros". 

É um desafio criar o E&E: temos de estar atentos à atualidade da academia, às empresas que estão lá incubadas e criar conteúdos multiplataforma que sejam interessantes para quem nos segue. É um magazine que tem que existir: divulgar aquilo que se faz em termos de empreendedorismo na região, divulgar as oportunidades de emprego e atividades que nos ajudam a encontrar esse emprego. Tudo isto tem de ser divulgado e, acho, que toda esta equipa tem cumprido esse papel. 

Para ver em no YouTube, MEO [tecla verde>850728] e no site da UTAD TV. Siga-nos também no Facebook.

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