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Há uma selva lá fora...

Um blogue sobre a selva: observações e comentários de um tipo.

27
Jan18

A SuperNanny foi para o banquinho!

SIC/Direitos Reservados

 

Falemos da Super Nanny. Falemos de um formato internacional, presente em mais de 15 países e que chegou há duas semanas a Portugal pela mão da SIC.

A estação "suspendeu" a emissão do programa deste domingo pois não tinha condições para o emitir devido às imposições do Tribunal de Oeiras (proteção da identidade da criança).

No entanto, o comunicado da própria estação levanta uma questão que, no meu entender, é perfeitamente lógica: as televisões não têm liberdade de programação desde que os conteúdos estejam dentro da lei?

É legítima a questão da proteção da criança, como é óbvio!

Mas a limitação de um programa que cumpre a lei (visto que a produtora do programa tem as autorizações necessárias para a emissão e, supostamente, as famílias visionaram o programa antes do mesmo ir para o ar) não é, em certa medida, censura?

Estou apenas a questionar...

Até porque há um regulador (a Entidade Reguladora para a Comunicação Social) que, até agora, não se pronunciou... ou melhor, pronunciou-se dizendo que se ia pronunciar "oportunamente". Cabe ao regulador, tal como está consagrado na lei, colocar os operadores "nos eixos" relativamente a esta matéria. O regulador tem de regular e, neste caso como em outros, não o fez! Coube ao tribunal esse aspeto e, aí, fico com aquele leve trago a censura.

16
Jul16

Nice... ou a força da imagem!

33508951[1].jpg

Foto: Nice-Matin

As imagens do atentado de Nice chocam... e muito! 

Chocam pela crueldade de quem atentou contra a vida de centenas de pessoas. Chocam pelo ato em si! Chocam por muitas mais razões. 

Mas são imagens que não devem ser censuradas. 

"Sejamos racionais no tratamento das imagens deste crime!", pediram as redes sociais. 

Vamos ser realistas e honestos: já passaram imagens na televisão em que nos perguntámos "Porquê?". Desde corpos decepados em horário nobre a massacres em direto, passando pelo sexo ao vivo para milhões, de tudo a caixinha mágica já deu aos espetadores ávidos de sangue, suor, lágrimas e porrada! 

Não consigo ter uma opinião formada sobre se as imagens dos atentados de Nice deviam ou não ser divulgadas. 

Por um lado, não se "dissemina o medo"; por outro, oculta-se a realidade! E os jornalistas são, em última instância, os gatekeepers dessa realidade.

Ocultar o que se passou (porque não emitir imagens é uma ocultação, na minha opinião!) não é solução: as pessoas vão procurar onde essa informação está! É como os adolescentes que não ouvem falar de sexo em casa e vão procurar (des)informação na internet!

E mostrar as imagens "dissemina o medo".

Esta não entendi! Como é que divulgando as imagens dissemina o medo? O medo já está instalado! O atentado aconteceu num local onde não devia ter acontecido e onde as pessoas se deviam sentir seguras e felizes. 

Podemos falar do "bom gosto" (um conceito demasiado lato!), do respeito humano, de mil e uma coisas que o jornalista deve ter quando está em direto.

Durante este atentado de Nice, uma jornalista do canal público francês France 2 esteve em direto num especial de informação que a estação emitiu ainda durante a noite do dia 14 para 15 de julho. 

O direto incluiu uma entrevista que chocou muitos: a jornalista recolheu um testemunho de um homem cuja esposa havia falecido minutos antes. "Uma reação em direto para a France 2, por favor!", pediu a reporter.

O que chocou mais foi o facto a esposa estar mesmo ali ao lado, coberta por um pano. O homem estava ajoelhado ao lado e contou ao microfone da estação pública francesa de como ele esteve ali vários minutos a tentar reanimar a vítima mortal.

O vídeo está disponível aqui.

A estação pediu desculpas.

Entretanto, o chefe de redação adjunto do canal, Olivier Siou, justificou-se no Twitter. Em resposta a um tweet de um utilizador (que o questionou sobre os conteúdos da emissão especial e não sobre este excerto em específico. ), o jornalista respondeu assim: 

 

Ora aqui está o fundo da questão: acreditaríamos, num mundo em que a imagem é fulcral e em que tudo é fotografado para colocar no Instagram, que o atentado aconteceu senão houvesse imagens do sucedido? 

Muitos não acreditam que bin Laden morreu porque não há imagens desse momento. 

Acreditariamos num atentado numa sala de espetáculos em Paris, senão víssemos as pessoas a fugir nos vários vídeos difundidos?

Acho que não!

No entanto, o leitor deve estar a pensar: "Não é preciso emitir imagens tão explicítas!". 

A frase "O atentado de Nice fez oitenta e quatro mortos: dez eram crianças!" não tem o mesmo impacto que ver uma imagem de um corpo de uma criança, coberto por um lençol, com a sua boneca ao lado. 

Choca? 

Sim!

Mas tomamos a verdadeira perceção da realidade. 

30
Jun16

Sobre o Emprego & Empreendedorismo...

Acabamos de fazer uma publicação no Facebook do Emprego & Empreendedorismo: uma comunicação que espelha um semestre de um projeto espetacularmente bem sucedido. 

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A equipa do E&E vai de férias!

Ao longo deste semestre, estivemos em múltiplas atividades, fizemos cobertura de uma série de eventos. Chegamos ao fim com o sentimento de dever cumprido, muito para lá do que nos seria exigido.

Quanto a nós, resta-nos agradecer a quem nos segue e a quem nos ajudou a tornar este pequeno magazine em algo maior. Obrigado aos técnicos da UTAD TV, à nossa coordenadora e à nossa diretora de informação.

Obrigado a todos os convidados e empresas que se prestaram a dar uma entrevista para o programa (António Serzedelo, ArtinVitro, Vera Medeiros - Gaiva UTAD, Nuno Casalta - Escola Secundária Francisco de Holanda, João Fonseca, 4ALL Software, Marisa Ribeirinho, Lateral | creative studios, UTAD Solutions Consulting).

Obrigado a todos e cada um dos nossos 198 seguidores no Facebook.

A nossa alma empreendedora estará sempre viva. Estaremos noutros projetos ou noutros locais a estudar ou a trabalhar.

Não é um "adeus": é mais um "até já".

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