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Há uma selva lá fora...

Um blogue sobre a selva: observações e comentários de um tipo.

01
Nov17

Orgulho

Rádio Kapa

 

Alguns me perguntam o porquê de a rádio kapa ser tão importante para mim, ter investido tanto do meu tempo livre num projeto que não me deu um tostão, de ter apostado em algo que só me dava dores de cabeça... 

A resposta não é simples: a kapa foi um marco importante na minha vida. Imaginei-a, vi-a nascer, vi-a crescer e, depois, deixei-a ir... Foi uma coisa minha, saída das minhas mãos e que, depois, se transformou num trabalho de uma equipa e que, sem ela (a equipa, entenda-se!), a kapa não teria a visibilidade que teve. Só de ver uma equipa (que chegou a ter sete pessoas!) empenhada numa coisa que eu criara ou o facto de alguém escrever no Twitter "Devia haver mais rádios como esta!" já me deixava orgulhoso pela minha "menina"! 

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É esse o sentimento que nutro pelo projeto que me deu um background único que, de outra forma, não teria: orgulho! 

Olhando à distância, não me sinto triste pelo fim da kapa. É certo que a kapa terminou as emissões no fim do mês de fevereiro. Mas a sua "alma" vive em muitos projetos em que me envolvo: no Largo ou na Cassete Pirata e, mais recentemente, no Informadouro. 

Há sete anos atrás, no primeiro de novembro, preparava-me para lançar às 22h, a rádio kapa.

Hoje, celebramos sete anos de aprendizagens, risos, erros e vitórias de uma rádio que sempre foi "alternativa"! 

Obrigado, kapa! 

 

14
Fev16

"Ai, como ela é bela!"

 Há coisas na minha vida que me enchem de orgulho: uma delas é a Rádio. É fantástico como uma coisa tão simples como rodar um botão de uma caixa e sair uma míriade de vozes e sons se torna numa coisa mágica. 

Como é estar do outro lado? Como é sentir a rádio por quem a faz? Felizmente, consegui experimentar os dois lados: o de locutor e ouvinte, o do criador e o do escutador. 

É mágico, é desafiante! 

Hoje, no Dia Mundial da Rádio, olho para a rádio com outros ouvidos [desculpe o jogo de palavras]. 

"Rádio? Porque não?", talvez tenha sido o meu pensamento quando "stora" Aida Lemos, professora de português nos primórdios do 12º ano, propôs à turma a criação de uma rádio na escola secundária de Barcelinhos. 

"Sim: porque não a rádio?"

Em dezembro de 2008, era lançada, oficialmente, a Rádio Grafonola, o projeto do 12ºF de Área de Projeto. Um software de djing qualquer, juntamos os ficheiros mp3 de toda a gente e... 'bora. 

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Primeiro jingle da Rádio Grafonola:

Atiramo-nos a isto como se não houvesse amanhã: lembro-me que este foi o primeiro jingle que fiz. Chamos-lhe "genérico" [a gíria radiofónica, para nós, era desconhecida]! A arte de dominar o audacity era nula e, hoje, diga-se, conseguimos fazer programas e jingles bem melhores que isto. 

Começava assim um ano de aulas em que conciliavamos a rádio da escola, "O Som Das Palavras" (o programa do Clube da Língua Portuguesa, também dirigido pela mesma professora, na rádio Barcelos), as atividades do clube e, claro, aulas, exames e testes. 

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Mesmo depois de ter saído da escola para a universidade, ainda colaborei com o programa do CLP durante três temporadas. No final, alguém tomou conta do projeto e dispensou-me. Segundo sei, o programa, depois disso, só durou três edições. 

Foram os primórdios de algo que já faz parte de mim: a rádio faz parte da minha rotina. Ver os emails, escrever notícias, ouvir os últimos temas, adquiri-los ou pedir às editoras que os enviem para os colocarmos na emissão da kapa, resolver os problemas técnicos que surgem, ligar para o apoio técnico quando algo corre mal... e, por entre isto tudo, ainda ter tempo para estudar, magicar e criar conteúdos para a UTAD TV e atingir as metas do mestrado... e ter a chamada "vida social".

Sim: é complicado!

Mas é sempre bom ver que as audiências começaram a subir, que as alterações (ainda ténues!) têm sido uma boa aposta e que podemos dar algo a este mundo. É sempre bom abrir a porta da estante e ver os dossiers da rádio, seriados por ano, e ver que eles estão sempre a encher com documentação, faturas [ok, esta parte não é assim tão boa!], contactos, contratos com empresas, contactos de pessoas que acreditam que este projeto pode vingar. 

E não me esqueço da equipa que pegou nisto, deu uma volta de 365 graus e de uma estação com um canal em autogestão passamos para uma estação de três canais de audio de diferentes temáticas. E tudo isto sem publicidade! 

Hoje é o teu dia, rádio! 

Se sou feliz a fazer-te e a criar-te? Há coisas que me fazem feliz: tu és uma delas! 

16
Dez15

Parabéns... ou a forma como os direitos de autor não são de ninguém.

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Acredito num mundo em que todos têm as mesmas oportunidades, que só não se consegue algo porque não se luta por conseguir. 

No entanto, acredito que, no meio disto tudo, há sempre casos em que, por muito se lute, vai haver sempre uma "alma caridosa" a puxar para baixo. 

Posto isto, relato o meu caso e que justifica o título. 

A rádio kapa [se não conhece, passe por aqui] deu-me acesso a ferramentas para melhorar, em conjunto com toda a equipa, este projeto. Temos acesso a contactos e outra informação que, de outra forma, não teríamos. Temos todo o orgulho em ser uma webrádio e é nessa plataforma que nos manteremos, pelo menos, para já. 

Um desses serviços a que tivemos acesso é uma base de dados musical que nos permite usar, de forma inteiramente gratuita, os seus conteúdos, desde que efetuássemos os pagamentos de direitos de autor à respetiva entidade. Ora, surpresa surpresa, estamos a cumprir... com toda a dificuldade inerente ao facto de sermos estudantes universitários, com todas as despesas que isso acarreta. 

Pois bem, a empresa que detém a base de dados decidiu enviar um email a todos os utilizadores para que enviassem as declarações de uso das obras disponíveis. Nós enviamos! 

Resultado, somos brindados com uma mensagem em inglês da diretora do serviço no nosso email institucional. Não se preocupe, eu traduzo: 

Excelentíssimo Senhor, 

Obrigado pela sua declaração. 

Infelizmente, não lhe podemos dar acesso gratuito para webrádios devido a problemas na coleta dos direitos de autor. 

Pedimos muita desculpa mas vamos cancelar a sua conta. Pode usar a nossa música desde que pague uma taxa de 500 euros por ano. 

Tudo de bom. 

AH?! 

Então vamos lá ver se entendi: eu cumpro as regras e sou castigado com o cancelamento da conta?! Mas paga-se os direitos e eles não chegam ao sítio? 

Respondi, num inglês macarrónico, que me recuso a reproduzir aqui: 

Olá [nome da pessoa], 

Isso é inaceitável. 

Nós pagámos os direitos de autor todos os meses à entidade para tocar músicas. Se há algum problema, pode contactar a entidade para resolver isso. 

Quando fizemos o registo, dissemos que éramos uma webrádio e não houve nenhum problema. O registo foi aprovado. Então, o que mudou? 

Seguimos as regras e somos penalizados: enviamos a declaração e a nossa conta é cancelada. Essa é a única conclusão que podemos tirar desta situação. 

Colocamos os programas em servidores e em que pagamos direitos. Pagamos tudo e não temos publicidade.

Somos uma rádio sem fins lucrativos. 

Desculpem mas isto é inaceitável. 

Cumprimentos

Sim, senhor: não temos publicidade, não ganhámos para água que bebemos e recebemos como prémio o cancelamento de um serviço que até nos é útil. Minha senhora, o que nos diz a isto?

Nós percebemos a sua posição. Mas parece-nos que temos menos chances de ser retribuídos pelas webradios, mesmo que paguem uma taxa anual à entidade do seu país. Acontece o mesmo em França. Para além disso, temos de retribuir os nossos compositores e os direitos de autor coletados são muito baixos para remunerar os compositores individualmente. 

Saiba que estamos a verificar com a entidade do seu país a coleta dos direitos. Dar-lhe-emos uma resposta em relação a isso. 

Saiba também que, como editora, o nosso objetivo é defender os direitos de autor e é por isso que não lhe podemos dar mais acesso. 

Tudo de bom. 

Sim senhor. Ou seja, paga-se direitos de autor e os direitos não vão para quem de direito: os autores! 

Parabéns às entidades defensoras deste país: descarregar um álbum do TopTUGA é crime mas retribuir uma obra registada, de um bolo que não é pequeno, parece tarefa impossível.

Parabéns às entidades defensoras deste país por defenderem coisa nenhuma. 

Parabéns! Os meus sinceros parabéns!

P.S.: A imagem usada neste texto é livre de direitos de autor! 

02
Nov15

Passaram cinco anos...

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Uma vez, alguém me disse: "Não te metas nisso"! E afinal passaram cinco anos!

A rádio kapa, uma das coisas que mais orgulho me dá, fez cinco anos. Cinco anos de amizade, problemas técnicos, família, nervos, problemas técnicos, parvoíce e, só um bocadinho, de problemas técnicos.

Há muito tempo que ela deixou de ser a "minha menina" para ser mais do que isso: ela agora é de uma equipa que se une em torno de valores como a amizade. Com a kapa aprendi a ser uma pessoa melhor porque faço o que eu amo com uma equipa formidável como esta: Angélica​, Márcio​, Ricardo​, Rodrigo​ e Sofia.

Uma vez, alguém me disse: "Não te meta nisso"! Ainda bem que não segui o conselho! Passaram cinco anos...

A emissão continua em www.radiokapa.pt

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