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Há uma selva lá fora...

Um blogue sobre a selva: observações e comentários de um tipo.

17
Fev18

O futuro

Helena Margarida

 

Estive vários anos na universidade. Anos intensos de estudo, de projetos, de amizades mas também de falhas no percurso da vida no geral. 

Na passada quarta-feira, apresentei a dissertação de mestrado. 

Foi o marco final de uma etapa num sítio que já me "disse" mais do que diz atualmente. Ao longo do dia, foi recebendo diversas mensagens. Todas elas importantes: importantes por quem as escreveu/disse e pelo seu conteúdo. Recebi mensagens de gente com as quais só me cruzei uma vez nos corredores da universidade. Recebi mensagens de antigos professores. 

Naquela manhã de quarta-feira, à frente de cinco amigos e dois jurados, apresentei o trabalho que fiz e o melhor que sabia. 

Nervoso? Claro! Só se fosse um sociopata é que não estaria nervoso. 

Era a minha vida. Era a minha visão do mundo! Era tudo isso que estava ali a defender com unhas e dentes. Nem poderia ser de outra forma. Encarei a dissertação como um projeto. Como um objetivo imediato.

Foram apenas 15 minutos para defender este projeto! 

Defendi como melhor sabia! 

E, no final, atingi o objetivo.

Mestre em Ciências da Comunicação - vertente de jornalismo. 

"Obrigado por teres vindo!", disse eu! 

"Obrigado por teres ligado!", disse eu! 

"Obrigado..." 

Obrigado pelo apoio que me dás! Obrigado por te importares! Obrigado por estares presente! 

Dizem que o futuro a Deus pertence ou que o futuro somos nós que o construímos! Eu acho que é um misto de divino e terreno! 

Agora, "há uma selva lá fora"... e ainda não estou preparado! 

27
Jan18

A SuperNanny foi para o banquinho!

SIC/Direitos Reservados

 

Falemos da Super Nanny. Falemos de um formato internacional, presente em mais de 15 países e que chegou há duas semanas a Portugal pela mão da SIC.

A estação "suspendeu" a emissão do programa deste domingo pois não tinha condições para o emitir devido às imposições do Tribunal de Oeiras (proteção da identidade da criança).

No entanto, o comunicado da própria estação levanta uma questão que, no meu entender, é perfeitamente lógica: as televisões não têm liberdade de programação desde que os conteúdos estejam dentro da lei?

É legítima a questão da proteção da criança, como é óbvio!

Mas a limitação de um programa que cumpre a lei (visto que a produtora do programa tem as autorizações necessárias para a emissão e, supostamente, as famílias visionaram o programa antes do mesmo ir para o ar) não é, em certa medida, censura?

Estou apenas a questionar...

Até porque há um regulador (a Entidade Reguladora para a Comunicação Social) que, até agora, não se pronunciou... ou melhor, pronunciou-se dizendo que se ia pronunciar "oportunamente". Cabe ao regulador, tal como está consagrado na lei, colocar os operadores "nos eixos" relativamente a esta matéria. O regulador tem de regular e, neste caso como em outros, não o fez! Coube ao tribunal esse aspeto e, aí, fico com aquele leve trago a censura.

01
Jan18

Balanços (que treta de título!)

Joshua Earle

 

2017 foi um ano de mudanças. Muitas mudanças!

De emoções fortes, de sonhos frustrados, projetos terminados e novos que surgem.

E, no fim do caminho, perceber que há uma esperança.

Findou uma série de coisas e loisas... coisas e loisas essas que não vale a pena explanar.

Chorar! Olhar o extrato bancário!

Chorar! Por se sentir impotente!

Primeiro que tudo: direcionar a nossa força. Não perder o norte. Não destilar o ódio que temos, que nasceu sabe Deus de onde, porque esse ódio pode "matar". Não fechar portas nem janelas. Nunca contar com o ovo no cu da galinha!

 

Depois: pôr as mãos na obra! Fazer! Criar! E, se for preciso, dar dois passos atrás: ver o que estava errado, onde se errou, o que se errou, o que fazer para melhorar. Parar se for preciso! Não se fracassou: arranjamos um caminho melhor e diferente.

A seguir: começar a caminhada!

2018 é isso: uma caminhada! Dos projetos em que estou envolvido, nas ideias que estou a magicar e de toda uma vida que planeio viver até aos 27... e para além disso, claro!

Em 2018, quero não me dividir: dizer mais "Não!" e menos "Sim!" mas que estes sejam "sims" sejam para quem os merece.

Em 2018, quero trabalhar no que amo com as pessoas que me rodeiam e que são mais, do que excelentes profissionais, amigos.

Podemos ser todos felizes em 2018?

01
Nov17

Orgulho

Rádio Kapa

 

Alguns me perguntam o porquê de a rádio kapa ser tão importante para mim, ter investido tanto do meu tempo livre num projeto que não me deu um tostão, de ter apostado em algo que só me dava dores de cabeça... 

A resposta não é simples: a kapa foi um marco importante na minha vida. Imaginei-a, vi-a nascer, vi-a crescer e, depois, deixei-a ir... Foi uma coisa minha, saída das minhas mãos e que, depois, se transformou num trabalho de uma equipa e que, sem ela (a equipa, entenda-se!), a kapa não teria a visibilidade que teve. Só de ver uma equipa (que chegou a ter sete pessoas!) empenhada numa coisa que eu criara ou o facto de alguém escrever no Twitter "Devia haver mais rádios como esta!" já me deixava orgulhoso pela minha "menina"! 

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É esse o sentimento que nutro pelo projeto que me deu um background único que, de outra forma, não teria: orgulho! 

Olhando à distância, não me sinto triste pelo fim da kapa. É certo que a kapa terminou as emissões no fim do mês de fevereiro. Mas a sua "alma" vive em muitos projetos em que me envolvo: no Largo ou na Cassete Pirata e, mais recentemente, no Informadouro. 

Há sete anos atrás, no primeiro de novembro, preparava-me para lançar às 22h, a rádio kapa.

Hoje, celebramos sete anos de aprendizagens, risos, erros e vitórias de uma rádio que sempre foi "alternativa"! 

Obrigado, kapa! 

 

07
Out17

Ser (youtuber) ou não ser... eis a questão!

Photo by João Silas on Unsplash

 

Ao longo da minha vida tive apenas quatro computadores para uso dos trabalhos escolares e para uso pessoal e, mesmo quando consegui convencer os meus pais a ter internet (uma banda larga móvel 3G com um happy hour entre as 09h e as 16h com tráfego ilimitado), nunca me deu para jogar online os Counter Strikes e os League of Legends desta vida. Ainda sou do tempo de usar disquetes (muitos trabalhos em Word 2000 gravei naqueles quadrados de plástico e vinil). 

Hoje tenho uma conta no Facebook, no Twitter, no Instagram, no Last.FM, no Spotify, no YouTube... 

O YouTube. 

Eu, internetodependente me confesso: "só" sigo 140 canais de YouTube. Vejo os vídeos (também chamados de "conteúdo") de todos? Claro que não! Não tenho tempo para isso! Mas, quando o tenho, passo o feed das subscrições "em revista" e vejo o que os diversos youtubers fazem. E a minha reação para com algum "conteúdo" é a mesma que eu tenho quando me cruzo com "Os Malucos do Riso" na televisão: desligo a parte de coerência do cérebro porque só assim aquilo tem sentido ou piada. É o tipo de coisas que só vejo quando quero me abstrair do dia-a-dia. 

Li o artigo do blogue "[Entre Parêntesis]" sobre a chamada "casa dos youtubers", onde sete pessoas que fazem vídeos criam "conteúdo" para dar aos seguidores dos seus canais. (Calma, calma... isto não é um artigo de resposta onde vou defender os youtubers e atacar a autora do blogue em causa, até porque ela tem razão no que escreveu! )

Eu sou seguidor de canais de alguns dos youtubers que vivem naquela casa. Vi o vídeo de quando o wuant, tristissimo, declarou que já não era vegetariano. Vi alguns vídeos de "como irritar um jogador de LOL" do D4rkFrame. Se me quero tornar youtuber por causa disso? Não me parece! 

Ser youtuber com uma capacidade de produção de "conteúdo" diária não é para qulaquer um! Alguns deixaram de estudar para se dedicar à vida de  youtuber. Exige trabalho e dedicação constantes. E sendo o nosso país de senhores engenheiros e senhores doutores, deixar a escola para se dedicar a essas coisas das internetes não é muito bem visto. 

Mas a questão não passa tanto por aí... a questão não passa tanto por ganhar dinheiro com a internet mas com o tipo de "conteúdo" que os youtubers produzem. Muitos pais estão preocupados porque a linguagem e os conteúdos do "conteúdo" não são os mais indicados para um público com oito ou nove anos. Eu percebo a preocupação. E têm a sua razão! Mas os youtubers (todos eles e não só os "da casa") não produzem conteúdos a pedido: eles têm uma comunidade que os segue e que reage mediante certo "conteúdo" em detrimento de outro. É como a velha máxima de "a televisão devia transmitir desenhos animados menos violentos". Da mesma forma, os youtubers encaram a produção de "conteúdo" como um trabalho e, como tal, ganham dinheiro com isso. Não estou a criticar os youtubers: pelo trabalho que têm, merecem o dinheiro que recebem, seja pela produção de "conteúdo", seja pelos patrocínios. 

E depois, tem de se perceber se há ou não uma transmissão de valores pelos youtubers. Ora, não cabe aos youtubers, como não cabe à televisão, transmitir valores ou ensinamentos ou outra coisa qualquer: os valores são transmitidos pela educação que os pais e encarregados de educação transmitem aos seus filhos e/ou educandos. São os pais que têm que explicar ao filhote que o Beat (nome de youtuber inventado) comprou um Lamborghini porque trabalhou e trabalha todos os dias a fazer vídeos e a investigar coisas e que exige uma disciplina que o puto ainda não tem. E que aquilo que o Beat faz nos vídeos até pode ser engraçado e "fixe" e que o Coisinha  (outro nome de youtuber completamente inventado) é "bué podre", mas não nos podemos esquecer que tudo naquele vídeo e nos subsequentes é estudado e planeado dias a fio, é visto e revisto várias vezes, que há técnicas para que os vídeos atinjam o maior número de pessoas para o máximo de receitas. 

Se podiam moderar a linguagem nos vídeos? Se podiam usar a sua influência para transmitir mensagens? Se podiam berrar menos? Se calhar até podiam! Mas os putos não iam achar tanta piada. 

12
Ago17

Agora somos adultos (II)

Kevin Lee

 

Acabei de fazer 26 anos. 312 meses, 1.356,64 semanas, 9.496,5 dias, 227.916 horas que respiro o ar deste planeta. 

E ainda não decidi o que quero ou para onde vou. A universidade está a acabar. Sim, abandonei o quarto da residência no fim do passado mês de julho. Para sempre? Talvez. E a minha vida coube em mais de seis sacos. 

A minha vida... 

Saí de uma terra que nunca foi minha para voltar a uma terra que também não o é. Temos duas ou mais vidas, vivemo-las em separado, amamos em separado. 

Sempre em separado. 

Acabei de fazer 26 anos. Já lhe disse? 

A CP diz-me que deixei de ser jovem; o "Cartão Jovem" diz que não! 

"O mais importante é que sejas feliz!", diz a minha mãe com a sua razão. Tens 26 anos mas o mais importante é que sejas feliz, completo, arranjes um bom emprego e, depois, arranjes alguém para juntar os trapinhos e viverem num T1 num subúrbio de uma grande cidade, com dois carros para irem para o trabalho todos os dias. Terem sexo e fazerem um filho ou dois, mudarem para um T3 num subúrbio de uma grande cidade, com dois carros e um carro familiar para levarem a criançada para irem para o trabalho todos os dias. Veres os miúdos a crescer (um casalinho era tão bom!) e ele tornar-se jogador de futebol ou doutor ou engenheiro e ela tornar-se uma doutora ou engenheira (porque futebol não é para miúdas!). Eles tornam-se independentes e tu tens alguém ao teu lado num T1 (novamente) num subúrbio de uma grande cidade ou, se tiveres conseguido juntar alguns trocos, numa casa de repouso para gozar a reforma. Ou isso ou encafuam-te num lar, daqueles onde a dentadura roda por todas as bocas dos internados. 

A história é bonita! O fim também o pode ser! Mas e no entretanto? 

Amamos: amamos aquilo que fazemos ou o que queríamos fazer, amamos quem temos ou quem queríamos ter. O presente nunca nos enche as medidas: no passado "é que era bom" e o futuro "a Deus pertence"! O amor também não nos faz felizes pela eternidade. O amor é mau mas pode ser bom. O amor é feio mas também pode ser lindo. O amor pode ser fodido mas também pode ser fantástico. 

Que opções restam? 

Sei lá! Acabei de fazer 26 anos. Que sei eu da vida? 

Vi amigos partirem à procura de escolhas. Agora, se calhar, chegou a minha vez. Sei que vou errar mas também sei que vou acertar... talvez. Afinal, o Camões, só com um olho, dizia que o mundo andava "desconcertado" apenas para ele porque "os maus" andavam em "mares de contentamento" enquanto os bons e, até, ele próprio, passavam "graves tormentos".

Dizia a 28 de junho de 2016 que não éramos adultos: "Somos crianças em ponto grande, cheias de medo para voar". A 13 de agosto de 2017, digo que nada mudou. O pássaro continua com medo de sair do ninho.

Acabei de fazer 26 anos. Acho que já lhe disse...

13
Ago16

Chama-se liberdade, meus amigos...

 

A liberdade para criticar está muito na moda: por um lado, há sempre grupos "organizados" nas redes sociais que reclamam de quem diz uma piada sobre um tema sensível; por outro esses grupos "organizados" têm liberdade para reclamar sobre o que quer que seja. 

Admito: sou um reclamador profissional. No entanto, não reclamo "porque sim": reclamo quando tenho uma razão, ainda que mínima, para o fazer. Não gosto muito de críticas negativas (afinal, quem gosta?). Mas recebo-as. Escuto-as. Interiorizo-as. Matuto. Durmo sobre a questão. No dia seguinte, vamos lá melhorar os erros. 

Quem é meu amigo nas redes sociais sabe que, quando escrevo algo por lá, uso de um humor caraterístico: tento olhar para uma notícia e vejo como me posso rir com aquilo. E como fazer os outros rir também!

Tal como na vida, tento ir buscar aquele pormenor: olho bastante para o que está à minha volta e concentro-me nos pequenos detalhes, naquilo que as pessoas deixam passar. Epah! Deixem-me ser feliz assim! 

Gosto de que tenham opiniões diferentes das minhas. Dá para debater sobre vários pontos de vista. 

E sabe do que gosto também? Da minha terra! Da minha "santa" (porém beata) terra que tem temas tabu muito bem definidos. 

Neste momento, estou bloqueado na página de Facebook da junta da minha freguesia. Razão? Oficialmente, não sei! Nunca comentei rigorasamente nada naquela página! Apenas, e como sou estudante deslocado, gosto de me manter a par daquilo que se faz pelo lugar onde nasci e cresci. 

No entanto, e apesar de não saber quais as razões que me levaram ao bloqueio, posso suspeitar. 

Um simples "A sério que vão trazer o X? Não tinham uma coisa melhor?", escrito no meu perfil foi a razão. Foi das poucas vezes que escrevi sobre a minha freguesia no Facebook. Sobre a bendita festa popular em honra à Santa. Nenhum comentário anterior à freguesia tinha sido negativo.

Ora, o meu perfil de Facebook não é aberto! Aquilo que publico é por camadas: alguns conteúdos são publicados para algumas pessoas, outros para outras mas nada é para o público geral. Ora, posto isto era fácil descobrir quem podia ter sido culpado: tinha que ser meu amigo, ser da minha freguesia e teria de ter algo a ver com a junta. E não existiam muitas pessoas nessa posição. 

Se tinha razões para criticar a escolha? Sim. Normalmente, os artistas que estão na berra (o artista tinha acabado de lançar um dueto com um cantor internacional) fazem concertos fracos quando vão às festas ao ar livre. E também não gosto propriamente da música que ele faz.

Resultado: o concerto do cantor foi um fiasco . No entanto, o bloqueio continua. 

Nunca pedi satisfações a quem quer que seja sobre isso. Não tenho medo de ir à junta perguntar: "Ó faxabor, bloquearam-me porquê?". Apenas tenho mais que fazer.

Aquilo que fiz, no meu espaço para um grupo limitado de pessoas, foi dar a minha opinião. Seja certa, seja errada, é a minha opinião! Tenho direito a ela! E não abdico dela! Chama-se liberdade, meus amigos... 

26
Jul16

Engolir sapos...

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O cliente tem sempre razão!

Tretas! Não: o cliente não tem sempre razão!

Convencionou-se lamber as botas dos clientes porque o cliente tem sempre o direito de preferir a empresa X em vez da empresa Z. Por diversas razões: porque tem melhor serviço, é mais rápida, porque tem uma gaja boa no atendimento. E essa é a arma do cliente: o poder de mudar. Só porque acha que "tem sempre razão!", mesmo quando não a tem. 

E esse poder dá direito ao cliente de fazer tudo: no entendimento do cliente, quem presta o serviço tem de fazer tudo o que o cliente pedir! Se assim não for, ameaça-se uma empresa, o funcionário, o gerente. Ameaça-se de queixas nas autoridades. Todos aqueles que colaboram com a empresa são incompetentes. Mesmo que, na função que se desempenha, não haja rigorosamente nada a apontar. Mas, naquele momento, quem está a atender o cliente é um incompetente. 

E o funcionário? Engole mais um "sapo". 

Um "sapo" dificil de engolir. Dificil de digerir.

Porque se fez tudo para servir o cliente. Mas o cliente quer mais. E mais. E mais. E o cliente tem sempre razão. Por isso, toca a engolir mais um sapo. E outro. E outro. 

Muitos clientes, quando se dirigem a serviços/lojas/etc., pensam que aqueles que os atendem são burros e, por essa razão, estão naquela função. Acham que há uma superioridade moral perante os seres reles que os atendem. Como se o ser que atende o cliente tem de saber tudo sobre ele. Tem de saber. Tinha de saber. É um incompetente! A incompetência começa na chefia e acaba no funcionário. 

E o funcionário? Engole mais um "sapo". 

Mas os funcionários têm que estar com um sorriso para atender o próximo cliente... mesmo que o anterior o tenha rebaixado ao nível do subsolo. Afinal, o cliente "tem de ser levado nas palminhas das mãos"! 

O leitor deve estar pensar que, se calhar, sou da opinião da retirada de direitos aos consumidores. 

Não, de todo. 

No entanto, ao dar-se direitos, se calhar, os consumidores desaprenderam a ser pessoas que respeitam quem está a trabalhar para eles, desaprenderam comportar-se em sociedade. É aquela fase do "Posso fazer o que me apetece porque eu tenho sempre razão"! 

E esse sapo custa a engolir... 

 

02
Nov15

Passaram cinco anos...

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Uma vez, alguém me disse: "Não te metas nisso"! E afinal passaram cinco anos!

A rádio kapa, uma das coisas que mais orgulho me dá, fez cinco anos. Cinco anos de amizade, problemas técnicos, família, nervos, problemas técnicos, parvoíce e, só um bocadinho, de problemas técnicos.

Há muito tempo que ela deixou de ser a "minha menina" para ser mais do que isso: ela agora é de uma equipa que se une em torno de valores como a amizade. Com a kapa aprendi a ser uma pessoa melhor porque faço o que eu amo com uma equipa formidável como esta: Angélica​, Márcio​, Ricardo​, Rodrigo​ e Sofia.

Uma vez, alguém me disse: "Não te meta nisso"! Ainda bem que não segui o conselho! Passaram cinco anos...

A emissão continua em www.radiokapa.pt

21
Out15

Pequenos apontamentos #02

 

Havia um professor meu que falava de escândalo de os meios de comunicação terem deturpado as relações humanas e de como os "Morangos Com Açúcar" alteraram a adolescência de milhares de miúdos. Ele queixava-se do facto de miúdas de catorze e quinze anos andaram abraçadas e beijarem os seus namorados... em plena rua... na boca! E só Deus sabia do que vinha a seguir. 

Naquela aula, o espanto na sua cara era patente! 

Que há miúdas cuja educação é igual à de um símio, disso não tenho dúvidas: basta sair à noite e perceber que, em dois/três anos, o mundo virou do avesso. 

Mas daí culpar os meios de comunicação por isso, vai alguma distância. Os media só oferecem o que as pessoas "comem" e, claro, se tiverem a certeza que as pessoas vão "comer" aquela trampa que lhes é oferecida. Os "Morangos", por sua vez, afirmaram-se como "filtros da sociedade" mas também os Gato Fedorento o eram [eu sei letras de músicas e sketches que foram emitidos nos seus programas], tal como foi o Herman ["Eu é que sou o presidente da junta!"], o Raúl Solnado, o Camilo de Oliveira,... 

Há outros culpados para a "corrupção" da juventude...

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