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Há uma selva lá fora...

Um blogue sobre a selva: observações e comentários de um tipo.

26
Jul16

Engolir sapos...

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O cliente tem sempre razão!

Tretas! Não: o cliente não tem sempre razão!

Convencionou-se lamber as botas dos clientes porque o cliente tem sempre o direito de preferir a empresa X em vez da empresa Z. Por diversas razões: porque tem melhor serviço, é mais rápida, porque tem uma gaja boa no atendimento. E essa é a arma do cliente: o poder de mudar. Só porque acha que "tem sempre razão!", mesmo quando não a tem. 

E esse poder dá direito ao cliente de fazer tudo: no entendimento do cliente, quem presta o serviço tem de fazer tudo o que o cliente pedir! Se assim não for, ameaça-se uma empresa, o funcionário, o gerente. Ameaça-se de queixas nas autoridades. Todos aqueles que colaboram com a empresa são incompetentes. Mesmo que, na função que se desempenha, não haja rigorosamente nada a apontar. Mas, naquele momento, quem está a atender o cliente é um incompetente. 

E o funcionário? Engole mais um "sapo". 

Um "sapo" dificil de engolir. Dificil de digerir.

Porque se fez tudo para servir o cliente. Mas o cliente quer mais. E mais. E mais. E o cliente tem sempre razão. Por isso, toca a engolir mais um sapo. E outro. E outro. 

Muitos clientes, quando se dirigem a serviços/lojas/etc., pensam que aqueles que os atendem são burros e, por essa razão, estão naquela função. Acham que há uma superioridade moral perante os seres reles que os atendem. Como se o ser que atende o cliente tem de saber tudo sobre ele. Tem de saber. Tinha de saber. É um incompetente! A incompetência começa na chefia e acaba no funcionário. 

E o funcionário? Engole mais um "sapo". 

Mas os funcionários têm que estar com um sorriso para atender o próximo cliente... mesmo que o anterior o tenha rebaixado ao nível do subsolo. Afinal, o cliente "tem de ser levado nas palminhas das mãos"! 

O leitor deve estar pensar que, se calhar, sou da opinião da retirada de direitos aos consumidores. 

Não, de todo. 

No entanto, ao dar-se direitos, se calhar, os consumidores desaprenderam a ser pessoas que respeitam quem está a trabalhar para eles, desaprenderam comportar-se em sociedade. É aquela fase do "Posso fazer o que me apetece porque eu tenho sempre razão"! 

E esse sapo custa a engolir... 

 

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