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Há uma selva lá fora...

Um blogue sobre a selva: observações e comentários de um tipo.

27
Mar17

Vamos falar-lhes de um jardim de oportunidades…

 

Vamos falar-lhes de um jardim de oportunidades…

O que é preciso, para o ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.
O que pretendemos mostrar, não só existe como é um campus universitário mais belo do que possam imaginar.
Vê-se primeiro os portões… entramos… e já estamos na escola de campeões.

Aqui o conhecimento, a ciência e a inovação convivem em harmonia com a natureza.
Uma natureza que também é humana e distinguida a cada dia da universidade.
Onde os louvores e distinções premeiam o trabalho de todos e de cada um e Personalidades de renome partilham a sapiência numa oração

Um mundo…
Um mundo de saberes aberto a todos, onde não é preciso bater à porta para entrar porque este jardim de oportunidades revela toda a intimidade a quem o visita.

E que não se fecha em si próprio.
E sai…

Sai para um parque que é régio. E que é do Douro também.
Onde a ciência e a tecnologia se encontram. E onde tudo parece impossível até ao momento em que acontece.

Numa plataforma da vinha e do vinho, visitada por todos e que a todos faz sentirem-se em casa.
Numa casa de enólogos premiados num brinde à nossa região.

Uma região de gente que quer, que pensa, que acredita…
De futuro, de aposta nas gerações de ontem, de hoje e do amanhã….
Que vem de todo o lado… que percorre léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve.
Serras sobrepostas a serras.
Montanhas paralelas a montanhas.
E de quando em quando, oásis da inquietação que acalma quando acolhidos de braços abertos no seio de uma nova família.

Uma família que sabe receber…
Que interage com os seus pares..
Que aprende, que ensina, que ouve, que fala, que respeita…

Que pedala para não perder o pelotão. 
E venham elas, as bicicletas… para este ecocampus que é também jardim botânico, o maior da península Ibérica.

Uma quinta que integra… todos os dias da semana. 
Com humor, com amizade, com respeito, com jogos…
Sem fronteiras como se espera de uma academia moderna

Que aposta na tecnologia e na inovação…
regeneradora, libertadora.
Uma academia que voa alto e vê mais longe….

Que se solta a cada nota musical…

 

E foi…
Foi todo um complexo de blocos… os laboratoriais, centro de criação maior. 
Onde nascem projetos, onde os sonhos ganham forma….

A melhor…
Que é discutida num fórum permanente…
De avaliação, de discussão,… de procura do caminho para melhor educar…

Em 360 graus…
No analógico ou no digital… preservando o patrımónio olhando para o futuro.
É um ciclo que se abre a cada ano que passa nesta academia que não tem medo senão da pequenez.

Porque a autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço…. 
E o mister tem de sobra.
Um honoris de uma causa que foi de todos os portugueses.

 

Como a UTAD é nossa e há-de ser!

10
Mar17

Faltam dois meses...

Acho que se está a fechar um ciclo: ciclo esse que começou há uns anos (não me lembro quantos!) e em que eu passava os portões do CP2 da Universidade do Minho. 

Quis o destino levar-me até Vila Real.

Escrevi, neste mesmo blogue, que agora éramos adultos e não me sentia preparado para o mundo deles. O dos adultos, entenda-se! Nesse tempo, via colegas a partir. Está a aproximar-se o momento em que sou eu que parto para outras paragens. 

O que me leva a escrever um post assim? As experiências do dia, o reconhecimento do esforço constante, as adversidades... Sermos nós mesmos em qualquer altura, saber que podemos contar com a pessoa que nos bate ao vidro do carro ou que nos manda uma mensagem a perguntar um "Está tudo bem? Mesmo?"... 

São estes pequenos aspetos que nos fazem sentir que pertencemos a alguma coisa. Nesse tempo em que dizia que agora éramos adultos, eu escrevia: 

Os sacos não guardam, apenas, a roupa, roupa de cama, o traje, as camisolas do curso e da academia: guardam histórias, risos, "segredos desta cidade/levo comigo para a vida". Guardam a memória de quando me foi dado o traje, guardam o primeiro smoking que usei na minha primeira emissão da UTAD TV, guardam a camisola que usei quando tentei dizer "amo-te" àquela pessoa especial... guardam a vida no seu sentido mais bonito. 

Sou saudosista: penso no que aconteceu e no que podia ter acontecido; o que faria se pudesse voltar atrás e o que, definitivamente, não faria... 

Ainda faltam dois meses mas o pôr-do-sol numa esplanada com amigos tem outro sabor. Ainda faltam dois meses mas aquela música faz lembrar os momentos que vivemos. Ainda faltam dois meses mas tudo começa, lentamente, a mudar na nossa mente e percebemos que este lugar definiu para sempre a nossa vida. Crescemos! E foi preciso vir para Trás-os-Montes para isso acontecer. 

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